quinta-feira, 1 de maio de 2008

Maricá espera dias melhores com "milagre" dos royalties

Uma combinação feliz de fatos ligados à indústria do petróleo está gerando esperança de dias melhores para Maricá, um dos municípios mais maltratados, do ponto de vista da ocupação urbana, da Região dos Lagos do Rio de Janeiro. A proximidade com o futuro Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), cujas obras já foram formalmente iniciadas no município vizinho de Itaboraí, está levando grandes construtoras a projetarem empreendimentos residenciais e comerciais para o município, onde a natureza combina mar, lagoas e montanhas.Ao mesmo tempo, o município, que pelas atuais coordenadas do IBGE sedia mais de 50% do badalado campo de Tupi, sonha com a perspectiva de que, nos próximos anos, jorre dinheiro de royalties pelos dutos das plataformas de petróleo, permitindo a cura das suas graves feridas.O dinheiro farto para as obras públicas ainda vai demorar, mas o setor privado já está ocupando espaços. A Brascan Imobiliária vai fazer dois condomínios gigantes, um voltado para as classes média e média baixa e outro para a classe média alta. Os dois somarão uma área vendável de R$ 1,95 bilhão. Também a Máxima Asset, que acaba de entrar no setor imobiliário, assumiu a gestão de um conjunto de terrenos em Maricá e municípios vizinhos que somam cerca de 2 milhões de metros quadrados.A empresa já anunciou que seu primeiro empreendimento será um shopping center na localidade de Inoã, distrito de Maricá às margens da rodovia RJ-106, que liga Niterói, antiga capital do antigo Estado do Rio de Janeiro, à Região dos Lagos. O grupo luso-espanhol IDB enfrenta oposição ambiental ao projeto para construir em Maricá o segundo resort seis estrelas do mundo (o único atual fica na África do Sul). O projeto prevê construção de atracadouro para 500 barcos.Outras empresas grandes estão procurando terrenos no município e empresários locais correm para construir na frente condomínios com infra-estrutura de luxo, como clubes com piscinas e quadras de tênis. O grupo do empresário Antônio Luiz Cavalcanti de Albuquerque já está no terceiro empreendimento. A prefeitura da cidade lista sete grandes áreas de condomínios recém-comercializadas e mais de dez de menor porte já construídas. (Fonte: Valor Econômico)
fonte: http://www.portosenavios.com.br/?r150208&link1&567&m=1&sec_atual=43&cod=24342

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